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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Apelo sexual infantil e erotização precoce

De acordo com Kehl (2004), a dinâmica da publicidade visa sempre à exclusão/ inclusão. Essa é uma prática corriqueira dos grandes comerciais. Isto se exemplifica na propaganda acima, em que uma menina ainda bebê, exclui a presença de um bebê- menino, por não estar usando a mesma fralda que a sua. Em seguida, aparece uma terceira criança usando a fralda da marca a ser vendida e conquista o olhar da menina.  Percebe-se que de acordo com Kehl (2004, p. 2) “a publicidade vende, portanto, a exclusão”. Neste sentido, a inclusão de um sujeito acontece à custa da exclusão do outro. 

Ainda nesse comercial, nota-se outro recurso problemático que veem sendo utilizado por várias empresas. Representam-se ações dos adultos por meio da imagem de bebês e crianças pequenas. Tal prática consegue atingir o objetivo da venda, mas não garante o  respeito à integralidade, e a fase de desenvolvimento da criança, muitas vezes  os comerciais promovem o erotismo precoce, aguçam simbolicamente questões de sexualidade, e colocam as crianças em situações de exclusão, sem lhes dar o direito de entender o que estão fazendo. 

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